Publicado em 03/11/2015

E as expectativas para 2016 pioram, o principal índice de inflação, o IPCA está previsto em 6,29%, já a produção industrial uma queda de -2% e o PIB -1,5%. Sabe-se que essas são apenas previsões, que traga aqui, do boletim Focus, divulgado pela equipe do governo. Na visão de alguns economistas a situação pode ser ainda pior. Acentua-se a isso, a manutenção da SELIC a patamares altos, tentando conter os índices apresentados.

Em 2015 estamos encaminhando para o fim do ano e juntamente a inflação acima dos dois dígitos (10%). Desprezável marca aconteceu em 2002, ano eleitoral em transição de governos.

Semana passada ao orientar um acadêmico sobre a viabilidade de abertura de uma empresa, em dado momento teríamos que estipular uma previsão de crescimento das vendas, respaldado no cenário econômico. Resultado! Não haverá crescimento de vendas, previmos uma queda, daquilo estipulado no início do projeto.

Assim como num simples exercício em sala de aula, as empresas fazem o mesmo. Com tantos dados negativos e incertezas no cenário político minguam os investimentos, enfraquecendo ainda mais a economia.

Empresas que planejam, sentem na pele o problema da falta de planejamento do governo, que tem suas medidas barradas no congresso. Explicar lá fora que mudou-se o cenário e previsões de um mês para o outro dificulta a permanência de negociações no país.

Nesse contexto, os contratos estão sendo postergados, interrompendo planos de compras e vendas de produtos. Dessa forma, aqueles que planejam não se preocupam tanto, mas como está difícil planejar, a preocupação aumenta.

Cabe ao governo um planejamento mais consistente, para que as empresas consigam se planejar e ao menos tentar ao longo prazo recuperar o crescimento. 2017 é logo ali.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR