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Publicado em 28/10/2015 – Solange Maciel

A cidade de Francisco Beltrão apresentou estabilidade no emprego nos últimos 12 meses. De acordo com dados do CAGED – Cadastro Geral de empregados e desempregados a variação no ano é de 0,32% negativa, praticamente estável. O setor de serviços foi o que mais absorveu vagas neste ano com saldo positivo de 462 postos de trabalho e o setor de indústria de transformação foi o que mais perdeu vagas com saldo negativo de 395 vagas. Um dado preocupante nos dados desse ano é o setor de comércio que mandou embora mais pessoas do que a construção civil na cidade.

Nesses dados não estão os empregos informais, sabe-se que muita gente não tem carteira assinada, diaristas, vendedores, serventes entre outros trabalhos desenvolvidos em casa por exemplo. Percebe-se que a situação não está boa para quem está nessa situação.

Voltando aos dados formais, Francisco Beltrão não perdeu seu grau de investimento assim como o país. Percebe-se que os empresários matem a cautela, mas procurando novos rumos para manter suas atividades. Na área pública da cidade a cautela é ainda maior, desde o início do mandato percebe-se uma preocupação em não criar despesas e manter as contas da prefeitura em dia. Portanto, alguém com simples conhecimentos de economia, sabia de antemão que problemas maiores viriam. Aqueles que não se precaveram, e resistem em se precaver, tem problemas.

Nos bastidores encontramos acolá (não aqui) prefeituras falidas, ou no mínimo com sérios problemas financeiros.

Dito isto, a cidade poderia ser exemplo para boa parte do país. Para não perder o grau de investimento. Tanto empresários locais dão exemplo de boa gestão, quanto os órgãos públicos.

Existem exceções é claro. E também não há quem aguente por muito tempo a onda da crise. Talvez ela venha a bater com mais força em nossa cidade. Estamos pertencentes a um contexto maior, não atuamos isoladamente, precisamos da interação.

Na lógica de distribuição de renda do governo federal, programas sociais que serão mantidos, alguém terá de pagar essa conta, ou melhor, já estão pagando. A principal fonte de arrecadação do governo é por meio dos impostos, que no cenário atual, nem a CPMF, se aprovada, resolve o problema como um todo, ou seja, haverá piora para quem produz.

Ainda tem a inflação que corrói o ganho dos trabalhadores.

Tirar o “S” da crise é o que resta. CRIE, pois a criatividade pode ser importante nessas horas. Por fim, não deixe de se aperfeiçoar. Na sua profissão e também em outras áreas. Saber concertar algo em casa, pode lhe poupar bons niqueis no orçamento mensal.

Tente manter seu Grau de Investimento!

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR

 

 



28/10/2015