Publicado em 14/10/2015

Os argumentos do governo para justificar os gastos exacerbados de 2014, agora, são os programas sociais. Programas esses que estão minguando a cada novo pronunciamento. O Fies, por exemplo foi liberado à revelia, saltou de 7,57 Bilhões em 2013 para 13,75 Bilhões em 2014, aumento de quase 82% em ano eleitoral. Está evidente que foram usados como campanha e que não deixa de ser financiada com dinheiro público, indiretamente.

A maior defesa do governo, em vista disso, foi o bolsa família. O programa bolsa família não é do governo. Explico: essa transferência de renda é feita com o bolso do contribuinte e é com esse dinheiro que a base da campanha foi realizada. Os principais candidatos da oposição, não foram contra o bolsa família, mas a favor de uma restruturação e limites, para que não haja distorções no programa.

Quem disse em campanha eleitoral que todos os programas seriam garantidos? Quem disse em campanha eleitoral que não haveria crise? Quem disse em campanha que não haveriam aumento de impostos?

Na situação em que estamos o governo admite a crise, mas foi necessário alertas de agentes internacionais para admiti-la.

Nesse momento o ajuste fica comprometido, ao passo que não se aprova nada no congresso.

Deputados resistentes às votações, falta de quórum e descaso com a população culminam num ambiente hostil para investimentos e produtividade, que são em última instancia fator de crescimento da nação.

Natal está chegando. As decisões ficaram para o ano que vem, mas ai já tem carnaval, será que a verba das escolas de samba não serão afetadas? Ou será que nos bastidores, enquanto assistimos especiais de fim de ano ou viajamos com a família irão aprovar medidas que novamente oneram a população? Provavelmente todas as alternativas.

Antecipar os problemas é pratica comum de gestão. Mas a gestão está focada nos interesses individuais e partidários, não da nação.

Antecipando o problema, esperamos a saída de incompetentes da gestão pública, para ai sim voltarmos ao ciclo de crescimento, pois esse é o maior problema: gestão. 

Há quem diga que o povo deve sofrer na pele as más escolhas de seu governo. Se for isso tendência se ampliar os problemas econômicos, pois alguns estão sofrendo já, mas são resistentes em defender suas escolhas.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR